Milonga de pelo largo

Alfredo Zitarrosa

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Milonga de longos cabelos, de olhos escuros Milonga de pelo largo, de ojos oscuros Como a noite, como a noite Como la noche, como la noche História de grandes penalidades, de gente jovem Historia de penas grandes, de gente joven De velhas penalidades, de vinte anos De penas viejas, de veinte años

Consolo dos que vivem sempre arrastados Consuelo de los que viven siempre arrastrados Pela rotina, que coisa séria Por la rutina, qué cosa seria Lembrança dos que fogem da nossa terra Memoria de los que huyen de nuestra tierra Da violência, da miséria De la violencia, de la miseria

Te ofereço minhas margaritas que estão vazias Te ofrezco mis margaritas que están marchitas Questão murchas, que estão secas Que están vacías, que ya están secas Te dou todas as renúncias de coisas simples Te doy todas las renuncias de cosas simples Que levo prontas, que levo prontas Que llevo hechas, que llevo hechas

Milonga, minha companheira que me compreende Milonga, mi compañera que me comprendes Que me protege, que me abriga Que me proteges, que me abrigas Coberta do pobre homem que sente frio Frazada del pobre hombre que siente frío E não se queixa, e não se queixa Y no se queja, ya no se queja

Informações da música

Composição: Gaston Ciarlo Arellaga

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