De carne y hueso

Amaral

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Sob o acento cipreste centenários Bajo el aliento de cipreses centenarios Entre o claro-escuro dos seus ramos Entre el claroscuro de sus ramas Que acariciam os castanhos Que acarician los castaños Uh uh uuuh Uh uh uuuh

Sobre um santuário de folhas secas e fetos Sobre un altar de johas secas y helechos O sol escorregava pelo meu peito El sol resbalaba por mi pecho E brilhava no teu cabelo Y brillaba en tu pelo Uh uh uuuh Uh uh uuuh

Vim ao mundo nua sob o céu He venido al mundo desnuda bajo el cielo É tudo o que tenho Es todo lo que tengo Já não somos anjos Ya no somos ángeles Já não tenho medo Ya no tengo miedo Sou de carne e osso Soy de carne y hueso

Como dois cavalos selvagens Como dos potros salvajes Sem pertencer a ninguém Sin pertenecer a nadie Enquanto olham as corujas Mientras miran las lechuzas E as cobras mudam de pele Y las viboras cambian de muda

Enquanto paira no ar pólen de papoula Mientras flota en el aire polen de amapola Que se cruza na sua viagem com fios de seda Que se cruza en su viaje con hilos de seda De aranhas que ondulam como bandeiras desfeitas De arañas que ondean como banderas deshechas

Vim ao mundo nua sob o céu He venido al mundo desnuda bajo el cielo É tudo o que tenho Es todo lo que tengo Já não somos anjos Ya no somos ángeles Já não tenho medo Ya no tengo miedo Sou de carne e osso Soy de carne y hueso Sou de carne e osso Soy de carne y hueso

Informações da música

Composição: Eva Amaral e Juan Vicente Garcia

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