Algumas partidas acontecem sem palavras
O silêncio é a única despedida que temos
Olho para trás, mas nada é dito
Só sinto a dor presa no tempo perdido
O que era íntimo se dissolve no vento
E eu sigo, levando o peso do que não ficou claro
Há um eco nos cantos do meu ser
Onde a ausência se refaz, sem gritar
Não há adeus, mas a distância é real
E as palavras que nunca foram ditas permanecem
Cada despedida se escreve nas entrelinhas
Na falta de um gesto, de um olhar, de um fim
Sigo com o peso do que ficou
A ausência de um fim, continuo a carregar