Era fim de baile, alta madrugada Tudo carregado, pronto pra partir Chegando de lado, um cara diferente Pediu pra ir embora, junto com a gente Tudo bem o celso rosa é gente boa Toma tua carona e vamos logo, sem demora E veio toda a banda, descendo pela serra Rumo à candelária, a nossa terra E junto com a gente, roncando e gemendo Vinha o indigente, no banco da frente A viagem foi tranquila, sem problema algum Depois de mais um baile do divulgasom Chegando na garagem, pra descarregar O dia já estava começando à clarear O caroneiro acordou então, meio babado Estando totalmente desorientado Eis que então, foi ai, que tudo se armou Quando o tal do vivente se levantou Disse ele: Vou levando as minhas botas Eu prendi o grito, não passa pela porta Larga mão desse meu par botas Mas sem pestanejar ele respondeu Essas botas não são de vocês, de ninguém Elas são do meu amigo armogen Então não se mete comigo meu amigo