Cheiro de pano molhado e amaciante Desejo no busto rasgado dessa inconstante Saudades daquilo que nunca vivi Eu quebro a cara, pois não sei partir Confete da cor do pecado Que guardei no pano As almas, sonhos maculados Manchados do pranto A sorte de não decidir o que quer É se contentar com um destino qualquer Se acaso pensas em ficar Bater à porta ao se enfadar Meu coração não é brinquedo Quero desvendar os segredos Se acaso pensas em correr Fugir do anseio pra não prender O meu sofrer é imutável E o meu querer quase indomável Pra voar é preciso primeiro se jogar O medo nos sangra mais forte que a lâmina Mas amar é o que estanca Se acaso pensas em ficar Bater à porta ao se enfadar Meu coração não é brinquedo Quero desvendar os segredos Se acaso pensas em correr Fugir do anseio pra não prender O meu sofrer é imutável E o meu querer quase indomável Se acaso pensas em ficar Vem sem receio de machucar A solidão se vai com o medo Quero desvendar os teus, todos os teus, segredos Se acaso pensas em correr Fugir do anseio pra não sofrer A porta não está sempre aberta Mas ainda tem a janela