Lindera ao passo velho do Toro Passo
Desde os tempos da linha férrea
Passando o bolicho do Gaiola
A vida lá fora
Vista do arroio do fundo
Me cala fundo
Quando apeio ali, na cabanha Toro Passo
Quando uma milonga fronteira, floreia grongueira, charlando distâncias de campo e de flor, por onde for
Um tempo novo abre os trabalhos, metendo cavalo, com o pinho nos braços fazendo um fiador, pra alguma dor
Quando uma milonga marcada, cutuca por nada mandando a palavra
Botar no serviço a inspiração
A vista do lombo do arreio
Chuleia os terneiros
A eguada, os carneiros
E a cuscada ovelheira no corredor
Quando uma milonga buenaça
Ponteia lindaça, fazendo fumaça
Pra um chibo estendido não'alguma cruz
A gente faz tudo que gosta
Mas só quem se topa, termina na volta
Deitado nas cordas, ouvindo um violão
Então tá
Que tal fechar um mate, tocando pro gasto
Com a alma lavada, cheirando a pasto
Batendo na marca de um milongão
Então tá
Que tal quebrar o cacho da cola dos planos
Largar a galope e a todo pano
Matar a saudade de rir e chorar
Milonga, milonga