G Sinto na goela a força desta cantigaD7/F# Que certamente há de irmanar o meu povoAm D7/F# Pra que a esperança e a humildade se acolheremG E se entreverem na busca de um mundo novoG Erguendo ranchos de santa fé e pau a piqueD7/F# Bolcando a terra com mariposas e aradosAm D7/F# Semeando vidas na imensidão deste pampaG Mantendo a estampa do Rio Grande abagualadoD7/F# G Foi junto aos tauras que nasceram das peleiasD7/F# G E os que entregaram corpo e alma ao nosso chãoC D7/F# Que veio à tona este apego sem costeioG Que faz floreio e nos golpeia o coraçãoD7/F# G Temos nas veias o mesmo sangue dos guaposD7/F# G Temos no peito a mesma gana dos outrosC D7/F# Que se extraviaram em faturas de gado alçadoG Ou nos banhados sumiram boleando potrosG Esta querência falquejada a ferro e fogoD7/F# Fez do gaúcho um centauro sobre a terraAm D7/F# Trazendo adiante uma trajetória que encantaG E na garganta um bravo grito de guerraG Este gaudério que cortou várzeas e grotasD7/F# Desdobrou léguas na volta dos corredoresAm D7/F# Costeou matreiros sovando garras e laçosG Abrindo espaços pra ginetes e pealadoresD7/F# G Um sentimento dentro de mim se alvorotaD7/F# G Por isso eu canto clamando por liberdadeC D7/F# A esta gente que luta changueando uns cobresG E além de pobres enfrentam desigualdadesD7/F# G Mas algum dia há de brotar campo à foraD7/F# G Frutos de um sonho que um dia serão tronqueiraC D7/F# Pra palanquear uma tropilha de mourosG E os índios touros vão surgir na polvoadeira!
Cantiga Para o Meu Chão
César Oliveira e Rogério Melo
- Am
- C
- D7/F#
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