E A E B7 EE Oiga-tê saudade braba que nem mutuca picaçaF#m Diz o andarengo que passa olhando longe a querênciaA B7 E Com os olhos cheios de ausência no corredor vai passandoB7 É como um pássaro perdido que chora meio em gemidoE E que geme meio chorando Segue ali cantando os versos que lembram a velha cançãoF#m A pátria do coração é o lar, é o rancho da genteA B7 E Morada do amor presente que o tempo vai enraizandoB7 Mas este é um verso esquecido que chora meio em gemidoE E que geme meio chorandoB7 E E ali se vai ao tranquito seguindo o rumo dos ventosB7 E E7 Mascando os seus pensamentos judiados com a ventaniaA G#m F#m E esta amarga nostalgia aos poucos, lhe vai matandoB7 Seu verso é um negro fugido que chora meio em gemidoE E que geme meio chorando Int. Assim se vai o andarengo nas curvas da encruzilhadaF#m Sofrendo a dor da aguilhada de um sentimento araganoA B7 E E este gelado minuano seu poncho vai perfurandoB7 É assim um piá intanguido que chora meio em gemidoE E que geme meio chorando Às vezes quando é alta a noite foge o seu sono matreiroF#m E ao versejar costumeiro faz versos de redondilhaA B7 E Sua alma assim de vigília se vai rezando e rimandoB7 Seu terço é um canto perdido que chora meio em gemidoE E que geme meio chorandoB7 E Recostado assim na noite vai terceando a hora que passaB7 E E7 Ouvindo a música lindaça do vento lá nas macegasA G#m F#m E a solidão lhe carrega noite a fora, noite andandoB7 É um poeta andarangueando que chora meio em gemidoE E que geme meio chorando Oiga-tê saudade braba que nem mutuca picaça
Coplas de Andarengo
César Oliveira e Rogério Melo
- A
- B7
- E
- E7
- F#m
- G#m4
Tom: