Blue Tango

Paolo Conte

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O ritmo negro de uma dança Sul ritmo scuro di una danza Cheia de sonhos e sabedoria Piena di sogni e di sapienza A mulher recebe suas memórias La donna accoglie I suoi ricordi Mesmo as mais estúpidas e imbecis Anche I più stupidi e balordi Há nela uma espécie de céu C'è in lei una specie di cielo Uma água de naufrágio, um voo Un'acqua di naufragio, un volo Que justifica e perdoa Dove giustifica e perdona Toda a vida estúpida Tutta la vita mascalzona

Tango triste Blu tango

Paris acolhe os seus artistas Parigi accoglie I suoi artisti Pintores, mímicos, músicos Pittori, mimi, musicisti Dando a todo aquele que bebe Offrendo a tutti quel che beve Aquele seu rio cheio de neve E quel fiume suo pieno di neve E a ilusão de saber E la illusione di capire Com arte o viver e o morrer Con l'arte il vivere e il morire Seus antigos aplausos a flor da pele Su antichi applausi a fior di pelle De muitas mulheres ainda muito belas Di molte donne ancora molto belle

Tango triste Blue tango

Nas sombras verdes de uma grande janela Tra le ombre verdi di un bovindo Degustando água com tamarindo Gustando un'acqua al tamarindo O homem que não tem nada para inventar L'uomo che ha niente da inventare Tentar sonhar, tentar sonhar Prova a sognare, prova a sognare E tenta os momentos e as estrelas E prova gli attimi e le stelle E as fontes e os azulejos E le fontane e le piastrelle E os banhos, e cada outro quarto E I bagni turchi e ogni altra stanza Mas tudo agora tremula e dança Ma tutto ormai sventola e danza

Tango triste Blue tango

Informações da música

Composição: Paolo Conte

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