Ruas cheias, mas ninguém se enxerga Fones no ouvido, a mente dispersa Olhos para o chão, deslizando a tela O mundo pulsa, mas a alma congela E o céu está queimando cores que ninguém quer notar A vida grita em volta, mas quem vai escutar? Vivemos em bolhas invisíveis Conectados, mas tão incompatíveis Esquecendo o toque, o olhar natural Perdendo o mundo real, o essencial Na rua, no metrô, no carro ou na multidão Milhares de corpos, mas só resta a solidão A natureza chama em silêncio profundo Mas a mente só corre no seu próprio mundo E o vento sopra histórias que ninguém quer ouvir A vida está passando, sem espaço para sentir Vivemos em bolhas invisíveis Presos no reflexo digital Fechamos os olhos para os lados da estrada O mundo é maior que a tela banal Se levantar o olhar, talvez ainda encontre Um sorriso perdido, um instante na fronte Se abrir os ouvidos, além da canção A vida respira na mesma pulsação Vivemos em bolhas, prisões invisíveis Mas há sempre chance de um sinal Romper as barreiras, abrir novas trilhas Voltar a viver o essencial