(intro) C G7 C G7 CC G7 Am Eu fiz a maior proeza pras bandas do rio da morteG7 C com outro caminhoneiro traquejado no transporteF C fui buscar uma vacada, para um criador do norte,G7 C na chegada eu precenti que era um dia de sorteG7 C C G7 G7 C depois do embarque feito, só ficou um de corte....C G7 Am O mestiço era bravo, que até na sombra investiaG7 C a filha do fazendeiro molhando os labios diziaF C eu nunca beijei ninguém, juro pela luz do diaG7 C mas quem montar nesse boi e tirar a valentiaG7 C G7 ganha meu primeiro beijo que eu darei com alegriaC G7 Am Vendo a beleza da moça, meu sangue ferveu na veiaG7 C eu calcei um par de esporas e passei a mão na peiaF C peguei o mestiço a unha, rolei com ele na areiaG7 C enquanto ele esperneava, fui apertando a correiaG7 C mais quando eu sentei no lombo foi que eu vi a coisa feia....G7 Am O boi saltou a porteira no primeiro corcoveado,G7 C numa ladeira de pedra, desceu pulando cortado,F C saia lingua de fogo, cheirava chifre queimado,G7 C quando os cascos do mestiço batiam no lageado,G7 C parou berrando na espora ajoelhando derrotadoG7 Am pra cumprir sua promessa, a moça veio ligeiroG7 C e disse você provou ser peão e boiadeiro,F C dos prêmios que vou lhe dar, o beijo é o primeiro,G7 C sua boca foi abrindo, seu olhar ficou morteito,G7 C nessa hora eu acordei abraçando o travesseiro...
Fazenda São Francisco
David e Luciano
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