Dm Hoje eu acordei com o vento explodindo na minha janelaAm E tentei sair do quarto num silêncio de capelaC Só queria ter um tempo pra pensar sem compromissoG Nessa sua isenção que é o abrigo dos omissosDm Lá fora os homens seguem se matandoAm C Uns por dinheiro outros por um pedaço de pãoG Afinidades entre a cruz que mata em nome de Deus E a espada que estraçalha o amor na mão dos irmãosDm Não me assusta mas me esclareceAm Despreza a ciência faz uma preceC Esconde a mão manchada do sangue do corpo dos inocentesG Cês são Joaquim Silvério dos Reis, nós somos TiradentesDm Ouvi um grito vindo lá do beco escuroAm De uma criança sem pai perdida e sem futuroC G Seus olhos lacrimejavam o desespero de alguém Que sabe que será abatido, invisível e nada alémDm Quantas histórias assim ficaram no caminhoAm Num cemitério de ideias me vi sozinhoC Se sou canção sem refrão que fica na cabeçaG Não interessa eu sigo firme e forte, tenho pressaDm Amanheceu o novo dia e tudo é sempre igualAm Um loop eterno de notícias tristes no jornalC G Mentiras e verdades que confundem o cidadão de bem Eu sei quem é quem, eu sei quem é quemDm O indiferente não se importa, ele só quer poderAm Fará o possível e impossível pra permanecerC Como um inseto pestilento em reproduçãoG Fatia o bolo entre a família sem preocupaçãoDm E pra encerrar, a minha carta não é um lamentoAm É um aviso ao futuro de um novo tempoC A corte cairá, não sobrará ninguémG O tempo ruim vai passar do pai do filhoDm Ao Espírito Santo amém
Carta Ao Futuro
Detonautas
- Am
- C
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Tom:
- Am
- C
- Dm
- G
Composição: Detonautas, Fabio Brasil, Renato Rocha, Tchello, Andre Macca Agrizi e Philippe
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