Eu ando no passado e no presente
De uns beijos roubados, de um calor quente
E uma esperança apagada
Eu voo como andorinha na fumaça
Com os olhos ardentes e sem graça
Já não vejo o céu azul
Nem o brilho do seu espaço, nem o seu sinal
Uôu, uôu, uôu
Eu lembro do meu primeiro amor
Do meu primeiro calor
Que o vento levou sem deixar rastro
E no meu peito só deixou saudade
E muita tristeza na calada da noite
Tento não ver, fecho os olhos para não perceber
Meus olhos ardentes, vermelhos de sofrer
Uôu, uôu, uôu
Uôu, uôu, uôu, uôu
Eu me escondo no quarto escuro
E corro do sorriso atrevido e duro
E da alta sociedade que não me vê
Elevo o meu pensamento, busco entender
Mas no fim não recebo nada de você
Sinto fome, mas não de alimento
Sinto fome de palavras, de sentimento
Que me livrem dos preconceitos dessa cidade
No meu rosto se vê o sofrer
E a luta de andar liberto nesse viver
Eu troco o dia pela noite, sem parar
Ando solitário pela praça a caminhar
Vejo o dia amanhecer
E a sua luz resplandecer
No horizonte da cidade, bem ali
É dali que eu tiro a minha poesia
A melodia que o coração cria
Junto com a minha verdade que não some
Não espero nada de ninguém, não
Só espero de Deus, a salvação
Que deu a luz a nossa vida, ao nosso ser
A cada dia que passa eu vou crescer
Meu coração aumenta, a mente também
E a verdade fica mais forte e mais além
E é com essas palavras que eu termino a canção
Com a poesia que vem do coração
Uôu, uôu, uôu, uôu
Uôu, uôu, uôu, uôu