Você me diz Que eu só quero saber De fazer pitu-de-canoe, de beber licor (de cajá) Que eu sou tabaréu Que eu nem sei qual é a cor do mundo Reclama que essa fumaça não lhe faz bem E quando chega a salva Você quer sair da cidade E voltar só depois do papoco do último traque Mas eu já lhe disse, mulher Eu tô criando coragem De passar o mês todo Na casa dos outros só pra lhe agradar Mas tenha paciência, mulher Você não diga bobagem Que eu já tô abrindo mão do meu São João Do meu fogaréu Mas não me chame de jeca Que eu já jurei que mês de junho A gente junta as coisa e joga num jegue Pra viajar pra Aracaju Só pra ver se diminui o enjoo Mas não me xingue de gente ruim, que eu já estou injuriado Que eu jurava que em São João Não pedia pra ninguém O rojão do meu buscapé Mas borá lá, fazer o quê? Eu, por mim, eu ficava, mas quem sabe é você Parece que não sabe o que fazer É só procurar Mas você não me apresse Que o meu jegue corre Você, quando quer uma coisa Ou faz ou morre Então vamos simbora Depois não diga que eu não avisei