Hoje o peito pede pela intimidade de um cafuné Do colo da minha mãe, das manchas de café No crochê da avó, foi ela quem falou pra eu ir e eu fui Tanta coisa que eu vivi longe de casa Tantas noites sem dormir Nem falo nada que é pra não preocupar Que é pra te preservar Às vezes a vida bate na porta e bate no peito Uma vontade louca de voltar E é só lá É só lá que passa a vontade E é só lá É só lá que eu mato a saudade É só lá É só lá que eu fico à vontade É só lá É só lá A gente brinda, balança deixando o tempo passar Eu quero voltar a ser criança só pra poder brincar Naquele velho balanço, cair e se machucar Faria tudo de novo A gente brinda, balança deixando o tempo passar Eu quero voltar a ser criança só pra poder brincar Naquele velho balanço, cair e se machucar Mas nem falo nada que é pra não preocupar E é só lá É só lá que passa a vontade É só lá É só lá que eu mato a saudade É só lá É só lá que eu fico à vontade É só lá É só lá De volta pra casa, eu vou De peito apertado correndo da dor De volta pra casa, eu vou De volta pra casa e pra quem eu sou De volta pra casa, eu vou Oi filha, tô louca de saudade de ti, amor, vem logo, a mãe tá te esperando E é só lá É só lá que passa a vontade É só lá É só lá que eu mato a saudade É só lá (é só lá) É só lá que eu fico à vontade É só lá (é só lá) É só lá