Sampa Samba

Grupo Paulicéia

Os teus lares são guaridas pra mim
Nas festas, nas noites, nas madrugadas sem fim
Teus bares, redutos de amigos e amantes
Que cantam em cultos meus cantos marcantes

Aos poucos habitei teus becos,
pairei nos teus ventos, varei teu luar
Não tens cor, não tens crença ou segredo,
és meu aposento, és meu teto, és meu lar

Às antigas intrigas de bar
Que as más línguas preferem incitar
Saibas que sou avesso, pois te reconheço,
assim, como meu lar

Onde os prantos costumam secar
Pois os cantos cultuam o luar
E os teus filhos mais nobres,
os poetas pobres, vão abençoar

Sou o samba sem limites
Tu és sampa sem palpite
Somos rio desse mar

Sou canção, partido alto
Tu és chão, garoa, asfalto
Sampa samba sem parar

Sou o samba sem limites
Tu és sampa sem palpite
Somos rio desse mar

Informações da música

Composição: Paulo Alan e Júlio Versolato

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