Estático, antipático Observo o mundo cético Assistindo ao vivo A chapação desse mundo patético Sim, sou meio histérico Às vezes saio do sério E só fico relax Depois de escutar um jazz estéreo Mente malhada Exercício do verso Cada rima traçada Tem a densidade do universo Complexo Tipo a merda da matemática Ideia monocromática Eu reciclo coisas plásticas Práticas defumantes Me levaram distante Vi de um lado a paz de gandhi Do outro o inferno de dant Nesse instante Me vejo dentro do meu pensamento Relendo uma história antiga Que aconteceu há tempos Eu era só um moleque Ouvindo boom bap Intercalando entre Haikaiss e um barril de rap De beck em beck Eu esqueço dos dramas Longe de brigas, intrigas Eu tô longe das tramas Na cama me deito De repente a dor no peito brota E me força a ficar acordado No quarto escuro e estreito De track em track Throw up com fat cap Uns mano que é só muleque Cara de gangsta Mente de panicat Meu CEP? Anonimato É que onde o rap reside É onde eu tenho morado E fato Que as paranoia de morrer pobre Têm me deixado fraco Mas num desisti Pro que vier, mano Eu tô preparado E tô armado Com os verso pesado E esse flow que cê inveja De tão encaixado Mas tô ligado Que nem tudo no rap é flores Uns mano que apertam sua mão pelo dinheiro Mas foda-se seu sonho Componho com raiva Desde que era só hobby E pode vir Que esses comédia Com uns crok nós já resolve Eu quero um baseado E uma mina quente Meu som no talo E longe das corrente Na minha mente Meu maior medo É morrer indigente Por isso sempre tô orando Ogum que me oriente Eu quero um baseado E uma mina quente Meu som no talo E longe das corrente Na minha mente Meu maior medo É morrer indigente Por isso, sempre tô orando Ogum que me oriente