A Una Frontera Gaucha

Henrique Abero

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Tronar de patas fazem tambor num varzedo Tronar de patas hacen tambor n'el varzedo Chega dá medo quando forma esta tropilha Llega a dar miedo cuando forma esta tropilla Pátria Caudilha, rincão crioulo de fé Pátria caudilla, rincón criollazo de fe Pueblito galcho lá pras bandas de Bagé Pueblito gaucho allá p'al rumbo de bagé Bate cincerro na frente égua madrinha Suena el cencerro - punteando yegua madrina Que até a vizinha banda Oriental estremece Y la vecina banda oriental estremece Até emudece quando cruza a bagualada Y hasta emudece cuando cruza la potrada Rumo à fronteira, batendo casco na estrada Por la frontera, golpeando viejas cruzadas

Subindo a serra do Aceguá cá no Minuano Topando el cerro de aceguá, desde el minuano Taura pampeano, Minga Blanco é tradição Gaucho pampeando, minga blanco, es tradición Reencarnação, centauro da xucra estampa Reencarnación - jinete de cruda estampa Num pingo zaino de voltear tempos na pampa Montando um zaino de voltear tiempo em la pampa Legenda viva, crioulo da pura cepa Leyenda viva - criollo de pura cepa Risca a paleta, pede campana e se agranda Raya paleta, pide campana y se agranda Pois Deus comanda o destino deste ginete Pues Dios comanda el destino d'este campero Que a reservado lhe gusta sacar os cacoete Que a reservados le gusta puntear el cuero

Mulato véio, melena branca é tropillero Mulato viejo, clina blanca es tropillero Índio campeiro fugindo da evolução Índio campero, d'esta lida muy vaqueano Buçal na mão gritando frente bagual Bosal en mano, gritando: - frente bagual! Estampa antiga, conhecedor do ritual Estampa antigua, conocedor del ritual Vem pro palanque Resbalosa, égua afamada Viene p'al palo - resbalosa - reservada Tigra delgada se perde na polvadeira Tigra delgada - se pierde em la polvareda Treme a bandeira de duas pátrias caudilha Tiemblan banderas de las dos patria hermanas Ressuscitando velhos tempos Farroupilha Resucitando las gestas republicanas

Cruzam picaços, abadalar de cincerros Cruzan picasos al sonido del cencerro Ponteando ao cerro, rumo aos marco da divisa Punteando el cerro con el rumbo a la divisa Na fina brisa, galopeada e bien temprano Una sonrisa estampada bien temprano Golpeando a canha, charlando com los hermano Golpeando um trago, charlando van los hermanos Firmam tratados, guerreiros na mesma luta Hacen tratados - guerreros - la misma lucha Na lida bruta, hermanando um só ideal Solo se escucha el mismo y viejo ideal Guinchos bagual, sustentam em garrão de potro Lida bagual firmada a garrón de potros Xucra cultura, que regalo a la nosotros Gaucha cultura que nós dieron a nosotros

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Composição: Henrique Abero

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