Desde de o dia em que você partiu Tristes partiram-se meus olhos Que transformados em vasto rio Despediram-se deste solo São somente duas esperas A desaguar em tuas plagas Pra encontrar a tua vela Partiram-se meus olhos tristes Agora só duas esferas Desconhecidas do estio Pois deles chovem muitas eras São sementes de Atenas A combater todas as vagas Pra te reencontrar apenas Toda minha vida neste mar Este mar que é um saveiro E o homem que o navega E o tempo é todo inteiro Uma mulher que o espera Mas o vento é muito e cheio Anuncia sua procela Bem daqui eu te aceno Me dirijo ao grande nada Ao sem-fim de Aiocá Sou teu faro e teu farol Se as estrelas se apagam Bem daqui eu me acendo Faço em mim constelações Minha íris reluzirá Pra te reconduzir Ao teu cais, minha casa Bem daqui eu te aceno Me dirijo ao grande nada Ao sem-fim de Iemanjá Sou teu faro e teu farol Se as estrelas se apagam Bem daqui eu me acendo Faço em mim constelações Minha íris reluzirá Pra te reconduzir Ao teu cais, minha casa São sementes de Atena A combater todas as vagas Pra te reencontrar apenas