É à noite que se abrem as portas E caem estrelas aos montes Pra regar as sementes mortas Fincadas nos horizontes Que bom que sempre é assim Vem junto o sereno, o jardim Na mente de quem quer o bem Na mente do descrente, também Dói é quando chega quem diz me siga Que mente e não se cansa de sorrir Trajando aquela negra roupa, antiga E nem sente ao vermos um ente partir Essa coisa que ataca a vida Não bebe sidra, devora as maçãs A morte só leva o artista Pra bem mais perto dos fãs A foice dela são como trelas Somente amarram a quem vai de ré Não os que vieram via as estrelas Trazendo arte, alegria e fé Nós fomos enviados por Deus e é assim Nascemos, vivemos, aceitamos Seu plano Não descemos em carros de palhas jasmim Subimos em carruagens de Urano E lá corremos pelos jardins Com o mesmo canto e voz Lá temos a mesma leveza do ar Ou das nuvens celestes, enfim Aqui é que desatamos os nós Sempre fizemos assim Porque usamos a nossa voz Sem início, sem meio, sem fim Já que a vida é somente de três atos Que este canto lhe dê uma sova Engraxemos nossos velhos sapatos Conservemos nosso Roupa Nova Nós fomos enviados por Deus e é assim Nascemos, vivemos, aceitamos Seu plano Não descemos em carros de palhas jasmim Subimos em carruagens de Urano E lá corremos pelos jardins Com o mesmo canto e voz Lá temos a mesma leveza do ar Ou das nuvens celestes, enfim Aqui é que desatamos os nós Sempre fizemos assim Porque usamos a nossa voz Sem início, sem meio, sem fim Já que a vida é somente de três atos Que este canto lhe dê uma sova Engraxemos nossos velhos sapatos Conservemos nosso Roupa Nova