No Ermo Das Noites Largas

Jean Kirchoff e Ita Cunha

  • A
  • B
  • Bm
  • C#7
  • C#m
    4
  • D
  • E7
  • F#
  • F#7
  • F#m
Tom:
Intro: F#m
F#m C#7 F#m Os olhos claros da tarde definham sob a distância
F#7 Bm E uma silhueta sombreira vem emponchando o capão
E7 A O campo sumiu mais cedo, templado de aragem fria
D C#7 Embretando o fim do dia no vasto da escuridão.
F#m C#7 F#m A tordilha apura o trote depois do charco da várzea
F#7 Bm Tilintando espora e freio, rumbeando ao final da lida
E7 A As garras voltam prum gancho, na ânsia um mate crinudo
D C#7 E um trasfogueiro fachudo, que a noite vai ser cumprida
F# Que a noite vai ser cumprida. Refrão:
C#7 F# Um gol da pura serrana enquanto apronta o consumo
C#7 C#m F# O costilhar da mamona que aguça o facho das brasas
B Bm F# Um milongar macanudo com versos bem apreceito
C#7 B F# E o carijó abre o peito no ermo das noites largas
C#7 F#
F#m C#7 F#m O arvoredo se aquieta poncheado de geada mansa
F#7 Bm E o sono tomba no catre sob as coplitas do grilo
E7 A A eterna potra saudade que vagueia no infinito
D C#7 Vai chegando ao despacito, tropeando sonho tranquilo.
F#m C#7 F#m O ermo das madrugadas parece um templo sagrado
F#7 Bm Pra quem habita os galpões contemplando a calmaria
E7 A Um galo quebra o silêncio, o touro berrando al pedo
D C#7 É a noite com seus segredos, rumando a barra do dia
F# Rumando a barra do dia. Refrão...
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