Am E7 Am Não tenho pressa e nem penso em ter mais pressaG C Vou no meu tranco como boi na verga vaiB7 E7 Esse meu jeito meio rude falquejadoDm Am E7 Am Herdei da vida e um pouco de meu paiAm E7 Am Trago lembranças das grandes matariasG C Das águas puras e das sangas sossegadasB7 E7 Dos vales férteis das serras e dos camposDm Am E7 Am A Da natureza que era ainda respeitadaA E sinto cheiro de terra após a chuvaD F#7 Bm E tantas flores perfumando sem cobrarC#7 F#m Do pão de forno, do apojo e da canjicaB7 E E7 Da pitanga, da tuna e do araçáA C#7 F#m E há em mim uma saudade latejandoC#7 F#m Vozes de pássaros pedindo pra cantarC#7 F#m Gritos de bichos, sementes pequeninasB7 E7 A espera de que possam germinarAm E7 Am Hoje a ambição fez pousada à minha voltaG C Plantou desertos em sementes traiçoeirasB7 E7 Cria enjeitada do progresso que importamosDm Am E7 Am Batendo palmas a ganâncias estrangeirasAm E7 Am Só temos pressa, e mais pressa pra ter pressaG C Receita louca que inventamos pra morrerB7 E7 De neuroses e calmantes pesticidasDm Am E7 Am Matando a vida que esta doida pra viver
Cria Enjeitada
João Chagas Leite
- A
- Am
- B7
- Bm
- C
- C#7
- D
- Dm
- E
- E7
- F#7
- F#m
- G
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