B E Sou caminhoneiro de alma lavada e peito vadioB E Sou doce criança levando a esperança do bruto bravioA E Sou manso de lei e que faça bem feito de fio a pavioB E Sou sem embaraço quem dorme em meus braços jamais sente frioE A E Chorando a turbina arrasta o trucãoB A E Motor nunca fala mas sempre me rala na manutençãoE B E Feliz é o despeito que mora no peito e não paga pensãoB E O caminhoneiro vai como o poeta tecendo o seu cantoB E Se a alma é ferida o lenço da vida enxuga seu prantoA E Adora cantiga não gosta de briga mas não tem espantoB E Não foge da raia com um rabo de saia não é nenhum santoB E Assim é a vida do caminhoneiro em cada jornadaB E se vir a saudade na eternidade também tem estradaA E Nos braços de Deus os caminhos seus tem rota marcadaB E Um lindo cometa é a sua carreta na noite estrelada
Sina de Caminhoneiro
João Paulo e Daniel
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- B
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