Am Dm No dia-a-dia da estância quando enfreno pra lidaG7 C E7 As léguas são mais compridas ao se dizer campo aforaAm Dm Com o tinido da espora componho coplas ao trancoG7 C E7 Pra demonstrar quando canto o campeirismo que afloraAm Dm Tordilha, negra, cabana, de “visitá" o chinaredoG7 C E7 Guarda consigo segredos da doma e do arrocinoAm Dm Sabendo por próprio tino que se do boi cruza o rastroG7 C E7 Há um taura firme nos bastos e um laço no seu destinoA C#m Bm A7 (De a cavalo sigo ao tranco assoviando uma milongaDm G7 C E7 Remoendo coisas da vida pra outros dias que vêmF E7 Repontando algum anseio desgarrado do rodeioAm Ou da ternura de alguém.)Dm Nas lidas manejo o freio conforme a volta do diaG7 C E7 A repontar melodias e os mais terrunhos floreiosAm Dm Seja num simples ponteio de um pica-pau na tronqueiraG7 C E7 Ou num clarear de boieira quando a noite se anunciaAm Dm E ao findar outro dia de talareio de esporasG7 C E7 Repouso a esperar a aurora pra encilha de um bom cavaloAm Dm Pois a estampa que falo de gauchada campeiraG7 C E7 Se encontra lá na fronteira milongueando campo afora
Milongão do Campo Afora
Joca Martins
- A
- A7
- Am
- Bm
- C
- C#m4
- Dm
- E7
- F
- G7
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