Am Em Um dia eu sonhei que eu era um cactoAm Em Desses que tenho em casa e eu não cuidoF G E que mesmo sem cor, sem águaAm Sem ter flor pra darF G Am Com os espinhos tortos 'inda olha rindoAm Em Vivo intactoAm Em Vivo intacto O cactoAm Em Menina, o sonho eu acho que era um cactoAm Em De um interior envelhecidoF G Am Que fugira do sertão na tentativaF G Am De colher futuro farto e voz ativaAm Em Vivo intactoAm Em Vivo intactoO cactoAm G Olha eu em SP, na portariaF Da brecha eu te mando um bom diaAm G O senhor bate os seus pés, sobe a fumaçaF G Am Tragando o mundo eu sigo, e você passaAm Em Agora eu viajei, eu era um cactoAm Em Desses na cidade grande, esquecidosF G Chique, chique, pobre, pobreAm Lado a ladoF G Am Que rachando a terra abre mais caminhoBb C Amordace os dentes, sou eu o cactoBb C Cortando a raiz, sou mais de um país e um estado desistenteAm Em É fama pra dizer que a gente aguenta (vivo intacto)Am G Que manda chumbo grosso e nós sustenta (vivo intacto)Am Em Botaram pra vender nossa esperança (vivo intacto)Am G Criaram o roteiro dessa dança (vivo intacto)Am Bb9 Lugar hostil de gente tão pacíficaC9 D9 Nordeste ficção científicaAm Bb9 É pobre, é seca, é criança raquíticaC9 D9 Nordeste invenção políticaAm Bb9 Hei, herêrêrêrêrêrê, harêrêraC9 D9 Nordeste emoção artísticaAm Bb9 Hei, herêrêrêrêrarê, herêrêraC9 D9 Nordeste ficção científicaC9 D9 Nordeste invenção políticaC9 D9 Nordeste ficção científica
Nordeste Ficção
Juliana Linhares
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