Nordeste Ficção

Juliana Linhares

  • Am
  • Bb
  • Bb9
  • C
  • C9
  • D9
  • Em
  • F
  • G
Tom:
Am Em Um dia eu sonhei que eu era um cacto
Am Em Desses que tenho em casa e eu não cuido
F G E que mesmo sem cor, sem água
Am Sem ter flor pra dar
F G Am Com os espinhos tortos 'inda olha rindo
Am Em Vivo intacto
Am Em Vivo intacto O cacto
Am Em Menina, o sonho eu acho que era um cacto
Am Em De um interior envelhecido
F G Am Que fugira do sertão na tentativa
F G Am De colher futuro farto e voz ativa
Am Em Vivo intacto
Am Em Vivo intacto
O cacto
Am G Olha eu em SP, na portaria
F Da brecha eu te mando um bom dia
Am G O senhor bate os seus pés, sobe a fumaça
F G Am Tragando o mundo eu sigo, e você passa
Am Em Agora eu viajei, eu era um cacto
Am Em Desses na cidade grande, esquecidos
F G Chique, chique, pobre, pobre
Am Lado a lado
F G Am Que rachando a terra abre mais caminho
Bb C Amordace os dentes, sou eu o cacto
Bb C Cortando a raiz, sou mais de um país e um estado desistente
Am Em É fama pra dizer que a gente aguenta (vivo intacto)
Am G Que manda chumbo grosso e nós sustenta (vivo intacto)
Am Em Botaram pra vender nossa esperança (vivo intacto)
Am G Criaram o roteiro dessa dança (vivo intacto)
Am Bb9 Lugar hostil de gente tão pacífica
C9 D9 Nordeste ficção científica
Am Bb9 É pobre, é seca, é criança raquítica
C9 D9 Nordeste invenção política
Am Bb9 Hei, herêrêrêrêrêrê, harêrêra
C9 D9 Nordeste emoção artística
Am Bb9 Hei, herêrêrêrêrarê, herêrêra
C9 D9 Nordeste ficção científica
C9 D9 Nordeste invenção política
C9 D9 Nordeste ficção científica
Informações da música

Composição: Juliana Linhares e Rafael Barbosa

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