Num Trancão de Acordá Os Galos

Juliano Moreno

  • Am
  • Bm7
  • C
  • D7
  • E7
  • G
Tom:
G Mal cruzava o meio-dia
E7 Am Num ranchito de fronteira
D7 Se escutava a três ilheira
G Num tranquito compassado O remédio batizado
E7 Am Que suava na caneca
D7 Num envido pra quem peca
G De se parar emborrachado
D7 De vez em quando
G De vez em quando um valseado
D7 G Fazendo senta a poeira
C Bm7 Am O cabide a carneadeira
D7 G Pro mango e a espora prateada
D7 E eu não refugo
G Eu não refugo bolada
D7 G Se vem eu meto com jeito
C Bm7 Am Já saio empurrando o peito
D7 G Que nem lagarto em baixada
G Am E a noite se vem tranquila
D7 G No mesmo som do gemido
G Am Fedendo a charque fervido
D7 G Já preparando a paleio
D7 E a véia pede um floreio
G Se resmungando na oreia
C Bm7 Am Num romance que incendeia
D7 G Como pavio de candeeiro
G Lá de fora chega um grito
E7 Am Quase beirando pra um susto
D7 Um quase virou defunto
G Rompendo a tampa da crista Não se achava o motorista
E7 Am Que fumegava um lambido
D7 De charla bem entretido
G Dando uma boia pras vista
D7 Quaje atorando
G Já Quaje atorando a noite
D7 G E os troco se terminando
C Bm7 Am Muda o gaiteiro pra um tango
D7 G E a veia campeou um regalo
D7 E um golpeando
G Um golpeando no gargalo
D7 G De se encharcar os bigode
C Bm7 Am Não se sabe bem quem pode
D7 G Chorar quando acorda os galo.
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