E A O ronco simples de um mate na sombra de um paraisoE Semblante triste do aviso que ronda o ciclo que encerraF#m A Do vento mesclado na terra um janeiro de mormaçoB7 E Resseca os tentos do laço deixando ao campo quem berraA B7 E Resseca os tentos do laço deixando ao campo quem berraE A O pingo mouro da encilha nao ringe mais paysanduE As botas de couro crú não garroneiam prateadasF#m A O pensamento na estrada não tem caminho nem fimA B7 E E as rugas pialadas em mim são tombos na invernadaA B7 E E as rugas pialadas em mim são tombos na invernadaA E B7 E A linda pegou a estrada pros pagos beirando o céuA E B7 E Ficando um gosto de féu que amarga junto à cambonaA E B7 E O silenciar de cordeona com poeira na baixariaE A B7 E E o tranco largo dos dias suando junto à caronaE A B7 E E o tranco largo dos dias suando junto à caronaE A O braço perde sua força pois nem a cruz a levantaE Do dia em que o sol descamba n'algum rumar balconeiroA E Parece que o corpo inteiro ja castigado de andançaB7 E Escolhe o tipo da trança pra um cabrestiar estradeiroB7 E Escolhe o tipo da trança pra um cabrestiar estradeiroA E B7 E É a lida que se arremata na calma que ronda as casaA E B7 E É como água nas brasas que leva alma loleuA E B7 E Ficando só um chapéu cobrindo a quina da portaA E B7 E E uma certeza já morta bombeando o rancho de céuA E B7 E E uma certeza já morta bombeando o rancho de céu.
Num Olhar de Quem Se Vai
Leonel Gomez
- A
- B7
- E
- F#m
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