[Intro] D7 G Certa vez uma caneta foi passear lá no sertão Encontrou-se com uma enxada, fazendo a plantação A enxada muito humilde, foi lhe fazer saudação Mas a caneta soberba não quis pegar sua mão E ainda por desaforo lhe passou uma repreensão?G D7 G Disse a caneta pra enxada não vem perto de mim, nãoD7 G Você está suja de terra, de terra suja do chãoA7 D D7 Sabe com quem está falando, veja sua posiçãoC D7 G E não se esqueça a distância da nossa separaçãoD7 G Eu sou a caneta dourada que escreve nos tabeliãoD7 G Eu escrevo pros governos as leis da constituiçãoA7 D D7 Escrevi em papel de linho, pros ricaços e barãoC D7 G Só ando na mão dos mestres, dos homens de posiçãoD7 G A enxada respondeu: de fato eu vivo no chãoD7 G Pra poder dar o que comer e vestir o seu patrãoA7 D D7 Eu vim no mundo primeiro quase no tempo de AdãoC D7 G Se não fosse o meu sustento não tinha instruçãoD7 G Vai-te caneta orgulhosa, vergonha da geraçãoD7 G A tua alta nobreza não passa de pretensãoA7 D D7 Você diz que escreve tudo, tem uma coisa que nãoC D7 G É a palavra bonita que se chama.... educação!
A Enxada e a Caneta
Lourenço e Lourival
- A7
- C
- D
- D7
- G
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