Maguas de Boiadeiro

Lourenço e Lourival

  • Bb
  • C7
  • F
  • F7
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Tom:
Intro: F Bb C7 F C7 F
C7 F Antigamente nem em sonho existia
C7 F Tantas pontes sobre os rios nem asfalto nas estradas
C7 F A gente usava quatro ou cinco sinueiros
C7 F Pra trazer o pantaneiro no rodeio da boiada
F7 Bb F Mas hoje em dia tudo é muito diferente
C7 F Com o progresso nossa gente nem sequer faz uma ideia
F7 Bb F Que entre outros fui peão de boiadeiro
C7 F C7 Bb F Por este chão brasileiro os heróis da epopeia
C7 F Tenho saudade de rever nas corrutelas
C7 F As mocinhas nas janelas acenando uma flor
C7 F Por tudo isso eu lamento e confesso
C7 F Que a marcha do progresso é a minha grande dor
F7 Bb F Cada jamanta que eu vejo carregada
C7 F Transportando uma boiada me aperta o coração
F7 Bb F E quando olho minha tralha pendurada
C7 F C7 Bb F De tristeza dou risada pra não chorar de paixão
C7 F O meu cavalo relinchando pasto a fora
C7 F Que por certo também chora na mais triste solidão
C7 F Meu par de esporas meu chapéu de aba larga
C7 F Uma bruaca de carga, o meu lenço e o facão
F7 Bb F O velho basto, o sinete e o apero,
C7 F O meu laço e o cargueiro, o ginete e o gibão,
F7 Bb F Ainda resta a guaiaca sem dinheiro deste
C7 F C7 Bb F Pobre boiadeiro que perdeu a profissão.
C7 F Não sou poeta, sou apenas um caipira.
C7 F E o tema que me inspira é a fibra de peão.
C7 F Quase chorando imbuído nesta mágoa
C7 F Rabisquei estas palavras e saiu esta canção
F7 Bb F Canção que fala da saudade das pousadas
C7 F Que já fiz com a peonada junto ao fogo de um galpão
F7 Bb F Saudade louca de ouvir o som manhoso
C7 F Bb C7 F De um berrante preguiçoso nos confins do meu sertão.
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