D A7 Resignado confesso minha intenção de querenciaEm A7 D A7 Onde um apego me prende dentro da própria existênciaB7 F#m B7 Em Lugar onde o coração, num ciclo que não se encerraA7 Em A7 Não deixou a própria vida firmar raízes na terraD A7 Lugar que os cavalos mansos perdem o freio na mangueiraEm A7 D A7 Onde a paciência é uma espora cutucando por matreiraB7 F#m B7 Em Na sensatez que afirma toda palavra que digoA7 Em A7 D Frente a intenção secular de fazer de um pingo um amigoEm Este pingo que lhes falo é de encantar a miradaA7 D Gateado da frente aberta das quatro patas calçadaC B7 F#m Em Um rancho de esteios firmes quinchado com meus arreiosA7 Em A7 Um barco calmo singrando nas correntes de um rio cheioD A7 A distância é um trote largo que a estrada recompensaEm A7 D A7 Porque o vento sopra preces independente da crençaB7 F#m B7 Em E a lonjura se explica conforme o aperto no peitoA7 Em A7 D Pra quem anda bem montado, num gateado de respeitoD A7 Pela razão que me prende me faço adeus e chegadaEm A7 D A7 Sou eu de alma serena deixando rastros na estradaB7 F#m B7 Em Na sombra mansa copada de um tarumã me refaçoA7 Em A7 Aperto as garras no pingo e ajeito o pala no braçoD Em Daí então sou querência buscando a mesma razãoA7 D Que fez de um lugar tâo simples o meu próprio coraçãoC B7 F#m Em Vou eu num pingo gateado parceiro deste estradearA7 Em A7 Que me leva a vida inteira pra donde a vida levar
A Distância É Um Trote Largo
Luciano Maia
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