Em Quem pensa que em si se basta não conhece o mandamentoB7 Não hay tormenta sem vento e nem cambona sem alça Uma guampa sem cachaça, cabelo negro sem florEm B7 E nem tropilha machaça sem ter bom amansadorEm Se o potro baba a flechilha, da própria sorte se olvidaB7 Como se embaixo um mandinga viesse apertando as virilhasNum transe de vida e morte, o bagual e o domadorEm E7 Tem anjo de guarda e sorte nas mãos do amadrinhadorAm Em Assim com verso o crioulo bebido em laje de sangaB7 Em E7 Bem quando a flor da pitanga beija o remanso do arroioAm D7 G/B Verte a água da parede denunciando um nascedor Em B7 m G B7 Em Pra mim que nasci com sede, me la mostró un payadorEm E eu sigo a filosofia daquele andejo e erranteB7 Que deixou impresso o semblante do canto na geografia Viu a gruta dos assombros e o rastro do boi barrosoEm E nos trouxe sobre os ombros, versos que a bruxa escondia
Amadrinhador
Luiz Marenco
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