Feito quem encilha um baio pra lida certa do diaF#m7 B7 Que a madrugada anuncia no canto largo dos galosE Uma milonga precisa pra cantar as gauchadasB7 E De um apero bem trançado arreio bueno e cola atada Quando sento minhas garras no lombo do meu gateadoF#m7 B7 Quatro galho bem atado e uma pose pra retratoE Bem estribado me abanco e desenho minha estampaB7 E Vendo o mundo mais de cima feito um centauro da pampaA B7 Vem ladereando a mangueira e o meu mango faz costadoA B7 Nos quarto de um colorado que já dava pra o serviçoE Força paciência e trabalho é desta lida meu pãoB7 E E no ferro dos estribos que eu tenho meus pés no chão Int. Pego na lua minguante pra amanunciar um tostadoF#m7 B7 Bico-branco e bem sovado dos pulsos puxando o queixoE No tempo certo da lida boto um bocal com redilhasB7 E Quebro o cacho a cantagalo pra dar a primeira encilha Quando ajeito minha bragada e ato um nó de vassouraF#m7 B7 Nas crinas passo a tesoura pra dar um volteio no povoE Me preparo bem no estilo pra agradar uma morenaB7 E Fui criado na campanha e sei bem o que vale a penaA B7 Trago no rumo do vento a sorte que me governaA B7 Mas quando enforquilho as pernas no lombo do meu lobunoE Eu só desço quando eu quero ou quando cansar as esporasB7 E Primeiro desato a cola depois largo campo a fora BisE Feito quem encilha um baio pra lida certa do dia
Milonga de Cola Atada
Luiz Marenco
- A
- B7
- E
- F#m7
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