E7 A Uma vez fui na cidade na maldita perdiçãoE7 A Lá perdi meu pala véio que me doeu no coraçãoE7 A Quando voltei da cidade vinha com dor na cabeçaE7 A Cheguei fazendo promessa deus permita que apareça IntE7 A Encontrei chirú no posto e não deixei de maliciarE7 A Que ele achou meu pala véio e não queria me entregarE7 A Fui dar parte ao comissário ficou pra segunda-feiraE7 A Ai, me levaram na conversa e se foi a semana inteira IntE7 A Veja as coisas como são como se forma a lambançaE7 A Que pelo mal dos pecado era o forro das criançasE7 A Com este meu pala rasgado passava campos e riosE7 A Com este meu palinha véio não temo chuva e nem frio IntE7 A Foi o forro das carpetas em carreiras perigosasE7 A Até serviu de agasalho pra muita prenda mimosaE7 A Até nas noites gaudérias meu pala soltito ao ventoE7 A Ia acenando pachola pras luzes do firmamento IntE7 A Informem nas vizinhanças este triste sucedidoE7 A Quem tiver meu pala véio que prendam este bandidoE7 A Neste mundo todos morrem na morte ninguém atalhaE7 A Me entreguem meu pala véio pra mim levar de mortalha
Romance do Pala Velho
Luiz Marenco
- A
- E7
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