A6 E7 A6 E7 A6 E7A6 Botei um vistaço na tropa em reponteE7 Bombeei o horizonte de um verso campeiro O gado tranqueando o Rio Grande no passoA6 No casco o compasso do gateado-oveiro A manga de chuva ponteou na divisaE7 Silueta de um poncho, se abriu sobre o anca E lá como eu, uma garça solitaA6 Figura no céu uma cruz de asas brancas(Eu trago uma pátria no par das esporasE7 Templada de estrelas colhidas no sul E outra rangindo por sobre a caronaA6 Firmando o sustento de um bom paysandú Com léguas de estrada no aboio do gadoE7 O tempo bem sabe que eu tenho fronteiras E os ventos guapeiam no meu campomarA6 Galpão que é meu poncho, sem cor de bandeira) Int. Até a estampa encardida da tardeE7 Ganhou olhos de maio e cismou a empeçar Pois se agranda a vontade de pasto pra tropaA6 De mate, cambona e desencilhar Avisto a estância nas léguas que faltamE7 Imagino o angico campeando nas brasas Fogueando a saudade com a paz do galpãoA6 E a alma da gente, se sente nas casas ( )A6 Eu trago uma pátria no par das esporas...
Um Vistaço Na Tropa
Luiz Marenco
- A64
- E7
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