Só Tem Nome de Sertão

Luiz Mulato e Mozair

  • A
  • D
  • E7
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Tom:
A E7 Há muito tempo não vejo um carro de boi
D E7 A Nem o carreiro, nem poeira de boiada
E7 Até o rancho de sapé foi demolido
A Onde o caboclo vivia com sua amada
D Só os destroços da porteira encontrei
E7 A Isso não passa de uma dor que me consome
E7 O que um dia foi chamado de sertão
A Hoje só resta simplesmente o seu nome
E7 Vai progresso
A Deixa a saudade nesse pobre coração
E7 Vai progresso
A Não vejo mais o que existia no sertão
E7 Deito na rede e fico pensando a vida
D E7 A Me dá tristeza e vontade de chorar
E7 Vejo o asfalto que cobre o estradão
A Jamais eu vejo uma boiada ali passar
D Não ouço mais o repique de berrante
E7 A Nem os peões que outrora conheci
E7 De onde veio isso que chama progresso
A Com esse golpe francamente eu senti
E7 Vai progresso
A Deixa a saudade nesse pobre coração
E7 Vai progresso
A Não vejo mais o que existia no sertão
E7 Hoje não tenho forças para trabalhar
D E7 A E nem um filho que possa cuidar de mim
E7 Os meus cabelos branquearam com o tempo
A Estou prevendo brevemente o meu fim
D Nada me resta a não ser essa lembrança
E7 A Como uma folha vou tocado pelo vento
E7 E a herança são as rugas do meu rosto
A Que o passado me deixou em fragmento
E7 Vai progresso
A Deixa a saudade nesse pobre coração
E7 Vai progresso
A Não vejo mais o que existia no sertão
  • A
  • D
  • E7
Informações da música

Composição: Nauí e Marco Cintra

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