Quando o Junho Se Entona

Marcelo Oliveira

  • Am
  • Cm
  • D7
  • Em
  • G
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Tom:
G Em Uma tropa de peso, no potreiro se alvoroça
Am D7 Na poça d'água esconde a marca dos cascos
G Em O tropeiro encilha, pra ganhar as distâncias
Am D7 Em seu trono de arreio, já antigo e gasto
G Em Léguas de campo até chegar ao destino
Am D7 Contraponteando simples sonhos pequenos
Cm G Rugas no rosto, tantas chuvas no lombo
Am D7 G D7 Vários invernos, parceriando serenos
G Em O tempo indelével cobra dele o preço
Am D7 Não perdoa, nem concessões ele faz
G Em O pealo da morte, um dia virá certeiro
Am D7 Trazendo ao tropeiro, talvez sua paz
G Em Por isso é que canto o valor desse homem
Am D7 Que consome a vida, levando o gado alheio
Cm G Enquanto a amada o espera no rancho
Am D7 G D7 Repleto de sonhos que partiram-se ao meio
G Em A saudade acaba, nos olhos claros da linda
Am D7 Ao ver um semblante cansado de lonjuras
G Em Um quero-quero sentinela, anuncia a chegada
Am D7 E nos braços da amada, o peão refaz sua figura
G Em A volta foi longa, porém bem mais ligeira
Am D7 Na ânsia tropeira de matar saudades da dona
Cm G E marcada na estrada pelas patas do baio
Am D7 G D7 Num final de maio, quando o junho se entona
Informações da música

Composição: Ze Renato Daudt e Marcelo Oliveira

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