Quando a noite oferta os versos Dos mistérios que dispersa Há um menino de olhos grandes Converge o fio da conversa E se fala em bruxarias Lua cheia e sexta-feira Meu compadre diz que guarda Um Saci na comporteira Quem encontra a Curupira Não esconde seu espanto Corre pela mata adentro Reza pra tudo que é santo Olha a dona feiticeira Que pra um susto se prepara Num abalo até a sombra Foge do corpo e dispara Boitatá se soltou hoje E já veio atrás de mim É uma estranha criatura Flutuando num capim Sobre os campos correm sorgos Dos fantasmas de costume Quando passam, se entreolham Pela luz dos vaga-lume