Levando a vida tipo Epiteto Pra não ter queixas no meu epitáfio Só me apetece o que não é concreto Por isso mato minha fome no asfalto O resto eu desconto no álcool Bastardo procurando escalpos A morte e seu físico esbelto A musa que enche os estádios A culpa é o primeiro estágio Depois do primeiro estojo E o que se começa em sigilo Acaba no litigioso Nenhum vestígio Nenhum registro Soube que Deus não é religioso Não basta mais ser um colírio Se o virús que chega já é contagioso Meu contemporâneo morre pela prata Na terra onde crânios se tornam pinhata O olho dilata O homem de lata se auto enferruja E com tempo se torna sucata A mente é volátil Carros no pátio O teto retrátil protege minha casca O cérebro funde se não tem resposta Eu rezo pro bota não ser telepata Nem só de ouro vive um rei Dos males quero replay Dos galhos eu sou o primata Da mata matusalém Da noite eu quero os seios A vista e o manuseio Fazendas de veraneio Sem rodeio, no roteiro Eu quero tudo O lucro e o conteúdo Brinquedo fura blusa Monstro da TV de tubo Com habilidade impecável me anulo Maldade elevada ao cubo Sozinho num quarto escuro Antes amargo do que inseguro Quem avisa amigo é De encontro ao meu ponto cego Levado só pela fé Mas navego feito Noé Nadando onde não da pé Contando estrelas no teto Nem sei mais o que é certo Eu me cerco de objetos Quem avisa amigo é De encontro ao meu ponto cego Levado só pela fé Mas navego feito Noé Nadando onde não da pé Contando estrelas no teto Nem sei mais o que é certo Eu me cerco de objetos Quem avisa amigo Se eles lê a minha mente É certeza que se arrepende Estoura a represa Meus pensamento é enchente Preferente ao silêncio Se em presença de gente Capaz de eu ir preso Se eu mostro as presa pra quem eu Desconheça, eu Pago esse pedágio Sem ler o preço, eu Vejo esse presságio Tô sem cabeça Eu sou um hecatonquiro O pavio tá aceso Adeus é um hecatombe no Lendo o pentateuco Com meus nervos a flor da pele Passa melaleuca Tenta reduzir o estresse Ir no terapeuta não adianta É o que parece Se tu crê em Deus Ajoelha e faz uma prece Não me desce essa espécie A qual eu pertenço Essa vida terrestre Não fecha muito com quem eu sou Mais um semestre Mais um pedestre perecendo Mesmo sem ser celeste O que nós merece mais tá tendo