[Intro] C G Am EC G Am EF Am E AmC Dm Não me perguntem coisas daquelas que eu não creiaG C Não me perguntem coisas daquelas que não seiAm Dm Remeto para os senhores as decisões do mundoE Am Tais como governar, fazer decretos leiC Dm No meio da tempestade no meio das sapiênciasG C Se poeta nasci, poeta morrereiAm Dm Nem homem de gravata nem homem de ciênciasE Am Apenas de mim próprio, e pouco, serei reiC G Das decisões do mundo lerei o que entenderAm E Que dentro de mim mesmo às vezes nasce um rioF Am E é esse desafio que nunca hei-de esquecerE Am E é essa a diferença que faz o meu feitioC G Mas digam por favor de onde nasce o solAm E Que eu basta-me o calor - para lá me voltareiC G E saibam já agora que se eu lavrar a terraAm E Me bastará que chova que o resto eu o fareiF Am E digam por favor se o céu inda nos cobreE Am E bastará o azul que em ave me tornei( C G Am E )( C G Am E )( F Am E Am )C Dm Mantenham com cuidado as árvores e estradasG C Pr´a gente poder ver, p´ra gente circularAm Dm Que eu basta-me saúde e o sonho tão distanteE Am E a boca perturbante que tu me sabes darC G E a festa de viver e o gozo e a paisagemAm E Desta curva do Tejo, soprando a brisa leveF Am E na tranquilidade assim desta viagemE Am Parar-se o tempo aqui, eterno, fresco e breveC Dm Que eu voo por toda a parte mas noutro horizonteG C E vivo as coisas simples e rio-me da ambiçãoAm Dm E ao fim de tanto ver, escolherei um monteE Am De onde assistirei, sorrindo, ao vosso enfarteDm Am Da ânsia de possuir, da ânsia de mostrarE Am Da ânsia da importância, da ânsia de mandarC G Mas digam por favor de onde nasce o solAm E Que eu basta-me o calor - para lá me voltareiC G E saibam já agora que se eu lavrar a terraAm E Me bastará que chova que o resto eu o fareiF Am E digam por favor se o céu inda nos cobreE Am E bastará o azul que em ave me tornei[Final] C G Am EC G Am EF Am E Am
Poema do Lavrador de Palavras Aos Políticos
Pedro Barroso
- Am
- C
- Dm
- E
- F
- G
Tom: