Negros (part. Leander Motta e Zito Guiné Bissau)

Pelicanos da Lua

Navegando o mar, conhecendo o espelho
Povo nobre é guerreiro
Nunca chega ao fim
Do alvorecer quer renascer menino, país novo
Aurora de beleza rara resplandece o povo
Os negros vieram largados, perdidos do lado de lá
No rosto uma expressão de adeus
Remando calados viajando, carregando bênçãos de Iemanjá
Trazendo os laços da nação que os acolheu

Há um lado negro na história
Pois o medo só perdeu
E dá sangue, medo e glória

Navegando o mar vermelho, conhecendo o espelho
Povo Nobre é guerreiro
Nunca chega ao fim
Do alvorecer, quer renascer menino, país novo
Aurora de beleza rara
Resplandece o povo

Os negros vieram largados, perdidos do lado de lá
No rosto uma expressão de adeus
Remando calados, viajando, carregando bênçãos de Iemanjá
Trazendo os laços da nação que os acolheu

Não fique aí escondido atrás do muro da mediocridade
Não!
Se descontrole significa trazer a liberdade
Mano velho há muito tempo já sacou a malandragem
Toma conta do dia, toma conta da vida como o Sol ao meio-dia

Oh
Há um lado negro na história
Onde o medo só perdeu
Vida, sangue, medo e glória

Ah
Um verso triste na memória
Só perdeu, querida história
Acabou a aurora
Que todos os homens forem livres

Há um lado negro na história
Ah, um verso triste na memória
Ah, um lado negro na história
Onde o medo só perdeu
Vida, sangue o medo e a glória

Há um lado negro na história
Ah, um verso triste na memória
Ah, um lado negro na história
Onde o medo só perdeu
Vida, sangue o medo e a glória

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