E a Saudade Vai de Tiro

Quarteto Coração de Potro

Continua depois do anúncio

Largo ao tranco das esporas cantadeiras
Bem de pingo ainda noite levo gado
Tropa larga pra uma estância de fronteira
E a saudade vai de tiro no costado

Num rosilho vou à estrada faz dois dias
Levo a noite e as estrelas nos pelegos
Vai a Lua debruçada junto ao basto
E a morena que me diz que logo chego

De manhã o Sol clareia sem os galos
E o meu cusco, mais que amigo, é um campeiro
Volta e meia empurra a tropa na culatra
Mas se perde quando vai junto ao ponteiro

Cruzo o mato e sinto o aroma das pitangas
Lembro os olhos e o perfume da minha linda
Que me adoça o caminho dessa estrada
Mas me aponta que tem mais estrada ainda

Pelo tempo que tranqueia junto ao gado
Vejo as horas pelo Sol que ainda me guia
Quando a sombra chega embaixo do cavalo
Acho o passo pra fazer o meio-dia

No caminho fui deixando poeira e barro
E me vejo abrindo a última porteira
Foi a tropa mais ligeira do que a tarde
Fiquei eu e a saudade companheira

Tropa entregue, recomponho arreio e sonho
Dou de rédea, pego as plata e nem confiro
Volto às casas junto aos olhos da minha linda
Com o pingo e a saudade vai de tiro

Informações da música

Composição: Gujo Teixeira e José D. Teixeira

Essa informação está errada?

Enviar revisão