Não se preocupe Tudo vai ficar bem Não importa o que aconteça Me prometa que sempre estaremos presentes um para o outro Monocromático é o quarto me sufoca e comporta O pálido infindo que porta uma porta e uma escura luz E não há nada no aguardo, me retiro desse espaço Se abro, vejo as cores serenas, à mim, não se introduz Mas me introduz em um onírico lugar Não há hora pra brincar, só sonhos pra se sonhar Dividir momentos juntos nos fazem revigorar Enquanto houver seu colo, não me deixe acordar Ah, que tal a gente brincar? De fugir das consequências de um ato tão funesto Que vem me julgar Ah, que tal a gente brincar? De fugir das consequências de um ato tão funesto Que vem me julgar O brilho do breu que o passado traz Sorriso que afaga já não volta mais Boa noite, close your eyes Boa noite, close your eyes Infinito cômodo branco me causa um incômodo que nunca passa Luz se acomoda na pele como o fio gelado do gume da faca Angústia me prende e sufoca como o tortuoso descer das escadas Sol já não condiz com a amarga pessoa que no espelho me encara Ostinato monótono do violino que perdeu os acordes Teclas empoeiradas de um velho piano ecoam seu toque Como o meu choro exausto que respinga o vermelho dessas fotos Sobre os cacos da lâmpada do quarto Eu tentei crer Que isso iria passar Ah, que tal a gente brincar? De fugir das consequências de um ato tão funesto Que vem me julgar O brilho do breu que o passado traz Sorriso que afaga já não volta mais Boa noite, close your eyes Boa noite, close your eyes Não se preocupe Tudo vai ficar bem Você me perdoa? Meu querido amigo Por favor Eu fiz de refúgio o etéreo, busquei abrigo em sonho abstrato Um mundo lúdico, lúcido, vívido onde sentia o calor do seu abraço Onde não floresceu sua rebeldia, onde fui presença estando ao seu lado Onde o herói não deixou a cidade manchada que leva consigo os pecados (Mãos) sujas por serem a causa Medo de assumir a culpa, teme desabar ao chão? Você é doente, desculpas não valem nada Quem sofreu só terá raiva, pra você, não há perdão Tá tudo bem Um acidente tão terrível Pesou nas mãos da frágil inocência Culpa que abraçou essas crianças E conviveram com essa dolência Precisei acordar pra ver meu Sol Precisei sair pra ver o céu azul E acalmar a minha outra versão Que refletia algo cru Precisei acordar pra ver meu Sol Precisei sair pra ver o céu azul E acalmar a minha outra versão Que refletia algo (cru) Recuperei amigos que hoje estão comigo Vocês passaram por isso e também não foi fácil E que a falta dela nos trouxe sequelas Mas seguir em frente sempre é necessário Eu preciso contar uma coisa