G Quando o tempo for remendo, Cada passo um poço fundo E esta cama em que dormimos For muralha em que acordamos,D7 Eu seguro.G E o meu braço estende a mão que embala o muro.G Quando o espanto for de medo, O esperado for do mundo E não for domado o espinho Da carne que partilhamos,D7 Eu seguro.G O sustento é forte quando o intento é puro.G Quando o tempo eu for remindo, Cada poço eu for tapando E esta pedra em que dormimos Já for rocha em que assentamos,D7 Eu seguro.G Deixo às pedras esse coração tão duro.G Quando o medo for saindo E do mundo eu for sarando Dessa herança eu faço o manto Em que ambos cicatrizamosD7 E seguro.G Não receio o velho agravo que suturo.Bb Abraços rotos, lassos,G Por onde escapam nossos votos.Bb Abraso os ramos secos,G Afago, a fogo, os embaraçosD7 E seguro,G Alastro essa chama a cada canto escuro.GG Quando o tempo for recobro, Cada passo abraço forte E o voto que concordámos É o amor em que acordamos,D7 Eu seguro,G Finco os dedos e este fruto está maduro.G Quando o espanto for em dobro, o esperado mais que a morte, Quando o espinho já sarámos No corpo que partilhamos,D7 Eu seguro.G O que então nascer não será prematuro.Bb Uníssonos no sono, O mesmo turno e o mesmo dono,Bb Um leito e nenhum trono.G Mesmo que brote o desabonoD7 Eu seguro,D Que o presente é uma semente do futuro.
Eu Seguro
Samuel Úria
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