Meu inferno astral, bate toda vez que eu vou procurar um instrumental pra fazer minha nova letra O meu habitual, costuma enxergar a vida distorcida entre preço e etiqueta Sem o manual, o plano com a fé tem que ser anual pra não sentar no colo do capeta É um assunto confidencial, a credencial pra viver uma vida muito além do que se enxerga Morte viciada em beber uísque caro Numa mão roleta russa, na outra Russo-Baltique Igual uma entrevista de emprego, quando você nasce já se dá com o fato que a morte é o que mais coincide Com a verdade absoluta, nos seus sonhos você tem visões que com certeza não são suas Vai dizer que algum deles não te causa incômodo Se for sonhar que tá caindo de um prédio em queda livre A sorte que os dado não estão no meu alcance A paralisia do sono me fez enxergar um anjo É como acordar, o despertar de um acorde, ou fazer versos sem acordo com o sample Quando entenderem esse verso, a consciência expande Deitado no berço esplêndido A bênção da minha mãe é um toque divino que mais se aproxima a Deus E olha que meu estado clínico é crítico Psicológico tá devastado A maldade deixou um rastro no ponto que mais me fazia humano Sou cirúrgico, com as palavras, a caneta e a bisturi Sou MC que não foca no óbvio Me deixou mais fútil do que eu pensava Drogas e pílulas e álcool na minha sala Anônimo é o freestyle que vem da minha alma Responsabilizando o ato da boca que fala Será Será que é sonho ou pesadelo Todos na minha volta parece que me esqueceram (será) Apenas meu rosto de frente pro espelho Não é o mesmo rosto, não me reconheço (será) Que eu tô em crise ou talvez transmutação Os anos se passando e eu preso num colchão O sistema te provoca, te sufoca Te coloca no poço da infelicidade É na minha cama tipo Kafka Na metamorfose, onde eu morro ou transformo minha realidade Remédios e drogas só maqueia a felicidade Incêndio no meu peito faz queimar essa cidade E o meu desejo de paz é inútil nessa porra que chamamos de sociedade Internet, analgésicos, overdose Um mundo onde a falsidade reina entre os heróis Se eu tô perdido, culpa minha Acostumado com veneno nessa curta vida A neblina me fez enxergar eu memo O problema tava dentro de mim Eu que deixei adoecer Eu que vou pagar lá no fim E os boletos caindo na minha porta E eu não consigo mais me esticar Não posso deixar essa vida me dopar Nasci leão, nada vai me domar Pode mandar a conta que eu pago à vista Se afinal de contas não tem nada na sua lista Já que você só vê o preço e mentaliza tudo Já pensou em abrir a porta e correr só hoje? Lembrar de quando era feliz, de pé no chão no fute Ou se sentir feliz quando viajava pra longe Hoje o que resta de mim quando eu parto é saudade Menino sujeito você pra não ter um pingo de culpa Vida louca porque a mente já cresceu maluca Depois de um abuso todo mundo sai da caixa Eles perguntando por quê que eu tô me achando tanto É que não existia ego e eu me sentia frágil Quero lastimar há um tempo sem lágrimas Então pode ir que eu já cansei dos pode pá Letra bonita até o tragar da toxina E o mundo só é lindo num pico de dopamina Duvido ficar um dia sem a merda da tua cocaína E encontrar felicidade no simples e na família Depois de errar umas quinhentas vez Eu entendi que cada vez que eu erro me sinto mais perto do topo E eu dei restart no jogo Quando a depressão bateu na minha porta e eu falei pra ela que não ia de novo Só tinha eu e um maço de Chester Três amigo me dizendo: Confia que tu é febre Acreditar em mim mesmo que era o foda Já que a pressão do mundo faz seu demônio interno dizer que cê não consegue [?] E cada caso, um caso Eu só fui ver minha importância depois de eu ter sido subestimado Esse é o puro suco do boombap Keh, keh Zero cinco cinco Fronteira oeste Kah, kah, kah Underground pra sempre