Na Casa Branca da Serra

Silvio Caldas

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Nunca te visse eu, formosa
Nunca contigo falasse
Antes nunca te encontrasse
Na minha vida enganosa
Por que não se abriu a terra
Por que os céus não me puniram
Quando meus olhos te viram
Na Casa Branca da Serra

Olhaste-me um só momento
E desde esse triste instante
Tu me ficaste constante
Na vista e no pensamento
E mesmo se te não via
Eu passava horas inteiras
Vendo-te à sombra irradia
Entre as esbeltas palmeiras

Falei-te uma vez e calma
Tu me escutaste, mas logo
Abrasou-se tu'alma ao fogo
Que lavrava na minh'alma
Transfigurada e feliz
Sou tua, tu me disseste
Depois de mim te esqueceste
Quando deixei meu país

Embora tudo bendigo
Essa ditosa lembrança
Que sem me dar esperança
Une-me ainda contigo
Bendigo a casa da serra
Bendigo as horas fagueiras
Bendigo aquelas palmeiras
Querida, da tua terra

Informações da música

Composição: Guimarães Passos e Miguel Emílio Pestana

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