Pobre pecador Eu sei quem sou Vazio por dentro Gritando em silêncio Feito vaso de barro Jogado no canto Trincado de culpa Queimando por dentro Ferido Cansado Sem chão Sem fôlego Mas dentro do caos Teu sussurro amável Mas teu amor me encontrou No pó No escuro No pranto Tocou minhas rachaduras Encheu de vida o quebranto Mas teu amor me encontrou No chão da minha vergonha Me chamou de filho Apagou o peso da história Eu fugia da luz Me escondia de tudo Costurando remendos Pra segurar meu mundo Mas tu vias de longe Me esperavas de braços abertos No meio do entulho Fizeste morada aqui dentro Ferido Cansado Nas mãos o cansaço do tempo E ali No limite Tua graça virou meu alento Mas teu amor me encontrou No pó No escuro No pranto Tocou minhas rachaduras Encheu de vida o quebranto Mas teu amor me encontrou No chão da minha vergonha Me chamou de filho Apagou o peso da história Se sou vaso trincado Tu és o oleiro fiel Me refazes do barro Me levantas do chão pro céu Se eu só vejo ruína Tu enxergas lugar de milagre Onde eu via um fim Começaste uma nova história Mas teu amor me encontrou No pó No escuro No pranto Tocou minhas rachaduras Encheu de vida o quebranto Mas teu amor me encontrou No chão da minha vergonha Me chamou de filho Me chamou filho pra sempre Pobre pecador Hoje filho amado Vaso restaurado Pelo amor que me encontrou