(intro) A E7 A A G A A G AA Eu vim de longe, de onde a chuva é coisa raraE7 Onde a gente sofre e cala, dia e noite sem pararBm Eu sou de um povo que não deixa pra depoisE7 D E7 A Sou de onde agarra o boi a unha no carrascalE7 Não tive escola não escrevo sou grosseiroA7 D Mas porém sou brasileiro deste céu azul de anilE7 D Durmo em baixeiro estendido no pedregulhoE7 A A G A Mesmo assim eu me orgulho de ser filho do BrasilA Perdi meus pais, cresci no mundo sozinhoE7 Andei por muitos caminhos, sempre escolhendo o melhorBm Passando fome fui vivendo e aprendendoE7 D E7 A Devagar fui compreendendo que a verdade é uma sóE7 Topei com a onça certo dia na cancelaA7 D Perseguindo uma vitela, cuja mãe tinha morridoE7 A Só sei dizer que a nossa luta foi tão feiaE7 A A G A Sangue que manchou areia foi do animal vencidoA Como a serpente que ninguém chegava pertoE7 Na tocaia do deserto quatro homens fui toparBm Quatro sujeito, quatro cabras indecentesE7 D E7 A Tombaram na areia quente sem ter tempo pra rezarE7 Segui um rastro de um sujeito macumbeiroA7 D Que tinha dez cangaceiros mais veloz do que um pumaE7 A Cruzei fronteiras sem temer nenhum fracassoE7 A Na justiça do meus braços desordeiro não se aprumaA Você seu moço, que só vive na cidadeA G A Não conhece a verdade que se passa no sertãoD Aonde o homemA Faz a lei na pura balaE7 A A G A Onde a gente nem não fala, pra não perder a razão fui cara a cara , peito a peito, frente a frenteA7 D Vi tombar um inocenteE A A G A Nas garras de um valentãoD A Brigaram tanto por causa do ordenadoE7 A A G A Um deles era o empregado e o outro era o patrãoA Quem fere a ferro, com ele vai ser feridoA7 D Por Deus nada é esquecido, Liberdade, Paz e AmorE7 A Só a justiça vence no juízo finalE7 Quando tudo for pararD E7 A Na balança do Senhor
O Justiceiro
Tião Carreiro e Pardinho
- A
- A7
- Bm
- D
- E
- E7
- G
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Tom: