E Um mineirinho de fibra neto de um velho escravo Da pele bem bronzeada cor de canela com cravoB7 E B7 Criado no sertão bruto no meio de bicho bravoA Dentro da sua razão ele gastava umB7 Milhão pra defender um centavoE Na sua cama de esteira sonhava com o tesouroB7 E se viu ganhar dinheiro mas sem levar desaforoB7 Com esperança e coragem chegou na terra do ouroA Onde a lei era o patrão e quemB7 Lhe disesse não ali deixava seu couroE Mas o mineiro de fibra com boato não se zangaB7 Na luta em busca do ouro ele arregaçou as mangasB7 Encontrou uma fortuna sofrendo igual boi de cangaA Foi receber seu quinhão mas encontrou seuB7 Patrão entre um bando de capangaE Como estava acostumado seu patrão falou assimB7 Tudo que sai dessa terra pertence somente a mimB7 Ou você volta sem nada ou vai encontrar seu fimA Mineirinho respondeu vou levar oE Que é meu foi pra isso que eu vimE Começou o jogo da morte a onde o ouro era taçaB7 Mas só se via capanga tombando entra a fumaçaB7 E Patrão deu a sua parte deixou de fazer trapaçaA B7 Não viveu mais na pobreza mas pra terB7 E Sua riqueza,mineirinho mostrou raça
Mineirinho de Fibra
Tião Carreiro e Paraíso
- A
- B7
- E
Tom:
Composição: Tião Carreiro, Lourival dos Santos e Jesus Belmiro
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