Em tantas tardes, meu bem, a verdade Contra a maré que eu vim navegar De que a vida é mais bonita quando erguida Sobre a casa que fundamos no percalço da avenida Nossa história, o que foi, afinal? Tão sincera, desfecho fatal Roda da vida, de quem vai e de quem fica Quem me dera poder escolher Como me livrar deste vazio que aqui me cala? Que para e congela todo o frio do carnaval Afaga as dores que tombam estas lágrimas Sobre o dorso destas mãos que tanto tremem, tanto tremem Vai! Rema, rema, para bem longe Por tudo que a roda toca e segue a mover No presente e no agora, em minha carne a nossa história O sofrimento é o alento de quem fica, pois Tudo que morre, renasce, e a vida é o que segue em roda Não lamento por sua partida Mas por tudo que lhe aconteceu Levo guardado desde o inverno até o inferno Os abraços e memórias partilhados com você Eu queria poder lhe dizer Ou ao menos poder te tocar Eu só lhe peço que me tomes em teus braços Quando a hora derradeira chegar Ao som da badalada final