[Intro] A C#° G EbD G A7 ADm Gm A7 Dm Assista a fundo a quinta deste quarto irreal e à luzGm Que do painel inclina esse torto JesusDm A7 Dm A que horas ele desce da cruz?D Dm F G Corte o crânio, risca a face inchada, entoe o seu mais alto amémA Dm D De quem sabe que a mesma mortalha logo chega pra você tambémF G Gm E me vejo em causa e apostasia, pois se Deus for esse seu cuspo pela covardiaA Mas não, não éDm Você sabia e ama vomitar tanta liturgiaBb A Dm Que não vai dar nenhuma garantiaGm A vaga no céu teve câmbio na culpaG Gm G Por favor, querido, não peça desculpaA G Grind aí do chão da cachaça, iaD O soro goteja o compasso lentoG E lhe derrete toda a psiqueA D Que no inquilinato de cimento de verdade vai ver um outro desgasteDm Vejam o milagre empírico do crensGm A D O dogma fajuto incoerente de um traste Filho de uma puta roto numa empáfia de ratoG A Rindo no próprio esgoto um baita exemplo um escrotoDm Vai encher o cu de DeusGm Depois esvazio dor na igreja Completo, coitado a saber que mereceA O escopo em palo pedindo em pressaD E que não te vejam como éUm ridículoG Podiam te arrancar a unha e o olho ler Um versículoA Quem sabe oferecer pra quê? Mastigue cru, lixo auspicoD Talaram o próprio testículoG Ao mesmo tempo nem enfiei um pedaçoDm Ou melhor tudo, toda uma barra de açoA Indo de dentro da boca até a saída do cuD Dm E por fim, limpar o metal jocosoF Gm Para higienizar a falta de cuidadoDm Am De quem escolheu prostar os joelhos na porra do chãoDm D Ao invés de existir onde era chamado Não fode, eu julgo só pelo costumeG O hábito assim como você mergulha no estrumeA Abre seu livro escudo, oh cavaleiro alucinando Que eu possa vir prestar honrariaD Ou num delírio voltar a te olhar de modo ternoF Gm Mas não, não mesmo nãoA Nem é só pela varia que é motivo primeiro um pus que te enviaD Dm Dar medo ao capeta, roncar piedoso no inferno em mim Fique com a repulsa que não sai, tem tantos sentimentos que me falham nomesG Pra listar o pavor de você e desse Deus bonsaiA Bb A Que se existisse cada anjo caído atenderia por gomesDm Ou você talvez nas entrevista Linhas em que se distrair E aprender que sua vida foi só empecilhoGm Que nunca conseguiu protagonizar o papel de paiA Agora que conquistou o traje de um filhoDm Sinta a putrefação de um ato tão sutilGm Que transformou família em nódoa de cajuA Sugiro que apodreça só na puta que pariuD Enfie esse remorso findo no centro do seu cuGm Se ninguém te disse, se disseram e não ouviuBb A A7 Dm Enquanto falava, enquanto rezava, enquanto ignorava Que ser pai é outra coisa que ser homem tambémGm Que a obra que enobrece, que dá nosso traço mais humanoA Que faz menor a sensação de dúvidaDm E por vezes um afago é o oposto do que fezG É habitar no outro, habitar e ser espaçoA É ser parte sem fazer do outro um pedaçoD Sem repetir essa verborragiaDm Que pode até servir como oração do diaG Mas não te deixa protegido Nem permite que passe ilesoA E pague cada centavo do preçoD Daquilo que por você foi destruído( F G )Gm A Então essa porcaria que é vigíliaDm Um poema sujo na língua de anjoGm A Bb Um belo e imenso bostil em desarranjoA Dm Eb Dm Que jogou na latrina a própria família
Apostasia Como Gratidão Paterna
Wendell Soares
- A
- A7
- Am
- Bb
- C#°
- D
- Dm
- Eb3
- F
- G
- Gm
Tom: